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Produção do Prêmio Vôo Livre 2008 outubro 19, 2008

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O “Prêmio Vôo Livre” é oferecido pelo grupo “BrOffice.org – Projeto Brasil”, a todos aqueles que se empenham, para que o BrOffice seja cada vez maior, mais utilizado, mais forte.
O “Troféu Vôo Livre” é parte deste prêmio e na posição de escultor destas peças, muitas vezes sou indagado sobre o processo de produção. A idéia do “Software Livre” simplesmente me encanta, tanto que sou um escultor, participando de um grupo destinado a desenvolvimento de tecnologia. Bem no meu íntimo, acalento um sonho, de que um dia tudo o que produz a humanidade, não seja embasado em segredos mirabolantes, e que todos os processos de produção sejam do conhecimento de todos, assim: me sinto no sagrado dever, de mostrar como são feitos os troféus, deste nosso prêmio.

O inicio

No ano de 2006, após ver uma de minhas esculturas, o Claudio Ferreira Filho, presidente do BrOffice.org, teve a idéia de criarmos o “Premio Vôo Livre” composto entre outras coisas, de uma escultura, para premiarmos aqueles que tanto se empenhavam em nos ajudar. Sua primeira edição, foi ainda no ano de 2006.

Troféus do Prêmio Vôo Livre 2006

Não foi possível produzi-lo em 2007, mas retornamos em 2008.

Troféus do Prêmio Vôo Livre 2008

Agradecimentos importantes

Sr, Delfino dos Santos Ribeiro Silva

Assim como da primeira vez, o Sr. Delfino dos Santos Ribeiro Silva, disponibilizou o que se fizesse necessário, em sua fábrica,  para a confecção das peças, desde materiais, até equipamentos, isso deu agilidade ao processo de produção.
Esta empresa é a “Mobi Industrial Ltda”, que fabrica móveis de alto Luxo, para diversos mercados.

Sr. Marcelo Alves Magalhães

O Sr. Marcelo Alves Magalhães, cedeu varias horas de seu descanço, para execução do envernizamento das peças.

O processo de produção

Miniaturas dos troféus, na fase de estudos

Planificação dos troféus em estudo

Troféu em forma de livro, descartado por diversas razões

Inicialmente é feito um estudo, produzindo várias miniaturas, e algumas peças em tamanho natural, para obter um modelo, condizente com o objetivo.
O material: MDF, sigla da língua inglesa, – Medium Density Fiberboard, que em português é “Fibropainel de Media densidade”, este material está disponível no mercado, em placas de diversos tamanhos, usualmente 2440×1850 milímetros e com diversas espessuras, sendo que as mais usadas estão na faixa, que vai de 3 a 30 milímetros. Neste caso a opção por placas de 3mm, que coladas umas sobre as outras, em número de cinco, formando um painel mais espesso, produz-se um efeito visual de listras, bastante interessante.

Planificação das partes do troféu, sobre a placa de MDF

O primeiro passo: Planificação das partes do troféu, sobre a placa de MDF, para o dimensionamento do corte.

Corte da chapa de MDF, em tiras estreitas

Segundo passo: Corte da chapa de MDF, em tiras estreitas, na medida necessária para confecção das partes do troféu, o nome da máquina utilizada para esta operação é “Esquadrejadeira”, que tem a função de cortar as várias peças com o mesmo tamanho e com relativa precisão.

Vista da prensa com as peças, durante a aplicação de cola

Peças sendo colocadas dentro da prensa

Prensa, durante a prensagem das peças

Terceiro passo: Colagem das tiras, umas sobre as outras, formando uma placa mais espessa, neste ponto vem aquela pergunta: “Por que não utilizar uma placa que já seja da espessura desejada?”, simplesmente pelo efeito de camadas, que conseguimos produzir, colando uma placa sobre a outra, inclusive se adiciona um corante à cola, para destacar ainda mais as tais camadas. O nome da máquina utilizada nesta operação é “Prensa Hidráulica”.

Traçagem, desenho das peças sobre as placas

Quarto passo: Traçagem (desenho das peças sobre as placas), delineando as partes a serem cortadas, para formação das figuras, (gaivotas inseridas no mapa do Brasil). Aqui se usa simples equipamentos de desenho.

Vista das peças, durante o recorte das figuras

Vista das peças, durante o recorte das figuras

Peças com as figuras recortadas, sobre a bancada de trabalho

Quinto passo: Recorte das figuras desenhadas na superfície das placas, basta recorta-las. O nome da máquina utilizada nesta operação é “Tupia”, existem tupias de diversos tamanhos para diferentes aplicações, neste caso (peças com detalhes pequenos), usamos uma “Tupia Manual”.

Peças sobre a esquadrejadeira, durante o corte das junções

Peças sobre a esquadrejadeira, durante o corte das junções, mais detalhes

Peças sobre a esquadrejadeira, durante o corte das junções, visão da lâmina de serra

Sexto passo: Corte das junções (pontos em que uma parte é colada a outra), é necessário um corte preciso, para que a colagem seja perfeita, mais uma vez nos utilizamos da “Esquadrejadeira”. Lembra que já a utilizamos, no inicio do processo?.

Conclusão

Fase inicial concluída, daqui em diante, apenas a colagem das partes formando os troféus, sem necessitar de nenhum equipamento especial.
Esculpir o corpo das gaivotas é também bastante instintivo e utiliza-se equipamentos comuns de marceneiro, finalmente, lixar e aplicar verniz.

Visão em detalhes, do troféu Vôo Livre 2008

Detalhe: foi utilizado um verniz com um mínimo de Brilho, para conservar o máximo possível, o aspecto natural do MDF, tendo o verniz, a única função de proteger contra envelhecimento, manchas, líquidos, coisas assim.
Como puderam notar, um processo simples, rápido e fácil.
Espero ter sido esclarecedor.

Um nome bem esquisito março 21, 2008

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Espiral, logomarca do projeto Debian Gnu/Linux

Visitar meu tão querido amigo, Fabiano Antônio Ubiraja carinhosamente chamado de FAU. Ele mora em um condomínio ecológico, Passeios de caiaque, caminhadas, e longas conversas…

Numa destas ele me diz:
“Rapaz!”
“Andei lendo sobre aquele tal de software Livre, de que você tanto fala.”

Verdade?
E você Gostou das coisas que descobriu?

“Meu camarada!”
“Tem uns nomes bem esquisitos em!?”
“Um tal de Debian, vê só que nome mais estranho!”

Não acho não.
Você descobrir o que é este tal de Debian e a causa deste nome?

“Encontrei alguma coisa sim, mas não li tudo, ainda.”
“Se entendi corretamente, ele é o tal do Linux né!?”

Rá rá rá rá rá rá!
Conheço algumas pessoas que lhe tirariam a pele, só por ter dito que o Debian é o Linux.

“Que isso cara?”
“O Debian é o Linux!”
“Não é?”

Santo Deus!
Você ainda vai nos meter em confusão, dizendo estas coisas.
Rá rá rá rá rá rá!
Lembra que lhe falei do Patrick Volkerding?

“Sim!”
“Claro que me lembro!”
“Ele fez o Slackware!”
“Há!”
“Agora me lembro!”
“Tem vários Linux.”

Isso mesmo e o Debian é um deles.
O Debian foi criado por Ian Murdock e se chama Debian, por conta da junção entre “DEB” que é o inicio do nome de Debra, a então namorada do Ian Murdock, mais o primeiro nome dele IAN, assim temos Debian.

“Que legal cara!”

Mas ao contrário do Volkerding, ele criou uma comunidade em torno do Debian.

Hoje são mais de mil desenvolvedores, devidamente cadastrados, certificados e com acesso a seus servidores e outros tantos que colaboram mas ainda não são registrados. O que nos dá mais de dois mil desenvolvedores, espalhados mundo afora. Cuidando de um conjunto de mais de vinte mil programas diferentes.

“Nossa!”

“É um projeto gigantesco em?”
“E no Brasil tem algum desenvolvedor Debian?”

Claro que temos!

Um deles é uma lenda viva.

“Dá arrepios, só em pensar”

“Será que o Murdock, um dia pensou, que seu Debian chegaria tão longe?”

Agradeço a: Felipe Augusto van de Wiel (faw) por sua preciosa ajuda.

Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

Uma poetisa se encanta pelo software Livre março 4, 2008

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Na preguiçosa manhã de domingo, do dia 27 de janeiro de 2008, exercitando um habito, entrei no site onde publico minhas poesias.
Após a publicação, vou até a página principal dar uma olhada no resultado. Eis que vejo um texto, sobre uma das mazelas de nossa televisão. Leio e decido fazer um comentário para a autora. Em seguida, dei uma olhada em busca de outras publicações. Reconheço pela foto, que já havia lido publicações dela, abro a primeira, a segunda, terceira… difícil parar de ler. Poesias tão belas quanto pequenas, dois ou três versos (Chamam-nas poetrix), sempre deixando “o gosto de quero mais”.
Mais tarde, vejo em minha caixa postal um mensagem daquela poetisa, respondendo ao comentário que havia feito. Uma bela e educada mensagem, respondi, desta vez por email.
Trocamos mais uma ou duas mensagens e ao ver em minha assinatura, o meu Linux User, ela me pergunta se eu poderia ajudá-la com o Linux, pois havia comprado uma nova máquina com tal sistema operacional, mas não sabia usar e não tinha a quem recorrer. Mas precisava obter alguma ajuda, pois queria muito usar este sistema, esse tal Linux.
Mais mensagens e instant mensage, durante a semana. Lá estávamos nós, domingo à tarde falando por umas três horas pelo Skype, ela no Rio de Janeiro e eu em Minas Gerais, instalando e configurando o Thunderbird. Durante a semana seguinte ela me manda uma mensagem, dizendo que estava usando o Firefox.
Em pouco tempo já fazia parte do nosso grupo, o BrOffice, estava inscrita em algumas de nossas listas de discussão e falando com nosso responsável pela tradução e revisão, para colaborar também.
Ao se apresentar em nossa lista de usuários, ela comenta em uma pequena frase perdida no meio do texto, que me havia conhecido ao pedir ajuda com o Ubuntu. Imediatamente uma torrente de ajuda é oferecida, todos querem colaborar.
Ela se encantou pelo mundo do software Livre, pois não imaginava que poderia haver uma comunidade mundial, onde pessoas de todas as partes, se ajudam, trabalham, interagem o tempo todo. “Vocês são sempre tão solícitos” diz ela.
Agora ela está em plena campanha pela divulgação do software Livre, no mundo da poesia e da literatura. Em todos os lugares onde publica na internet, deixa uma pequena bandeira.


No texto Livre ela fala de a família Mozilla

Ainda no texto Livre, mais sobre BrOffice

E mais sobre seu editor de textos favorito

Em seu site pessoal os links apontam também para o software Livre

No recanto das letras, portal que reúne um grande número de escritores, de diversos níveis, das mais variadas correntes de pensamento, em várias paginas:

Projeto Escritório Aberto

Ubuntu

Kubuntu

Não há como negar, todos que têm responsabilidade social, vêm o Software Livre, como oportunidade, uma possibilidade de evolução da nossa sociedade.

Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

Software Livre, cordeiro em pele de bicho papão fevereiro 24, 2008

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Digo ao meu amigo.
Ei!
Vem,vem!
Veja só, o que a muito descobri.
Eu Sempre gostei de computadores. Editar textos sem consumir papéis (pobres arvores), planilhas eletrônicas maravilhosas para as contas do dia dia.
Me disseram que existia um tal Software Livre.
“Mas o que seria isto?”
Ah!
Softwares, Aplicativos, Programas, são nomes diferentes para designar programas de computador.
“Hummm!”
“Mas por que Livre?”
“Nossa!”
“Isto nos lembra das possibilidades, de que existam uns pobres coitados que não sejam livres.”
É!
Existem sim!
Você!
“Eu!?”
Sim, vocês pobres usuários, que não têm informação alguma sobre seus sistemas, como eles funcionam internamente, o que eles estão fazendo quando usam sozinhos a internet, enquanto o inocente usuário navega por suas páginas favoritas, pode ver o sistema entrando em outros lugares que ele desconhece.
“Hã!”
“Que horror!”
“Já percebi mesmo!”
Me diz este infeliz.
“Mas de nada adiantaria eu ter acesso a estas informações, não saberia interpretá-las.”
Ele acrescenta com ar impotente.
Ora meu amigo!
Você poderia contratar um técnico, que certamente saberia interpretar tais informações, se elas estivessem disponíveis.
“E não estão?”
Me diz ele, com quele pavor genuíno no olhar.
A terrível constatação: seus preciosos dados, suas informações pessoais, estão sordidamente disponíveis, aos fabricantes daqueles, aparentemente inocentes, programas que ele usa em seu computador.
Ele já ouvira falar dos spyware, malware.
“Santo Deus!”
É a única expressão que lhe resta.
“E o software Livre?”
“Se é livre, deve ser pior ainda!”
Engano seu, meu querido amigo!
O que é livre é o projeto do software, que eles chamam de Código Fonte.
“Então!”
“Foi isto que eu disse!”
“Todos sabem como funciona!”
“Deus do céu!”
Sim!
Todos os programadores do mundo que quiserem, saberão como aquele programa funciona, então não adiantaria nada colocar algo malicioso escondido. Pois todos saberiam.
“Ufa!”
“Finalmente uma boa noticia!”
“Mas deve ser muito caro?”
Não é caro é gratuito.
“Como pode ser isto?”
“Onde já se viu?”
Simples!
O programador que faz Software Livre, o faz porque gosta de programar.
Por entender a filosofia de transparência, que deve existir em um programa de computador.
“Mas ele vive de que?”
Ora ora!
Um programador que cria um programa e divulga para os outros na internet, se torna conhecido e seu trabalho, seu estilo, suas técnicas também, então terá portas abertas, em qualquer empresa da área de informática.
“É Verdade!”
Além do mais, as mega empresas que produzem computadores, ficam rido de uma orelha à outra, com a possibilidade de existirem softwares, que elas possam bancar com pequenas doações e patrocínios e que possam ser usados gratuitamente por qualquer um que comprar seus computadores.
Não gastando com softwares, seus clientes gastarão com máquinas novinhas e cada vez melhores.
já pensou?
“Como é que eu não soube disto antes?”
Você sabia, só não acreditava.

Veja os detalhes:

Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

Ubuntu, usando o computador verdadeiramente fevereiro 17, 2008

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Me levanto após uma revigorante noite de sono.
Ligo meu computador.
Me lembro que esta noite terminou o horário de verão.
Olho o relógio do computador e já está com o novo horário.
Comparo com o celular, apenas para ter certeza.
Mas a hora mostrada está um pouco diferente.
Vejo na sua configuração, que está marcado: “Ajuste manual”.
Mudo isto para: “Sincronizar com servidores na Internet”.
Ele me informa que é necessário instalar um novo programa.
Me pergunta se desejo que seja instalado, informo que sim.
Ele entra nos servidores, do Ubuntu e os instala e configura.

Pronto!

Meu computador está com o novo programa instalado e o horário está sincronizado com o horário oficial. Para que isto acontecesse não tive que fazer nada a não ser permitir.

É!
Isto mesmo!
Fez sozinho, mas antes me informou o que faria e me pediu permissão.

Que sistema é este?

UBUNTU!
Um legitimo Gnu/Linux.
Softwares de estrema qualidade, feitos por quem adora faze-lo.
Feito por pessoas que enquanto se divertem, criam maravilhosos programas, para todos os fins.

Para mim, o usuário, ele é gratuito.
Quem paga?
As grandes empresas fabricantes de computadores.

Nada de pirataria, Softwares originais e totalmente gratuitos.
Software Livre, o futuro da Informática.

Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

O Caminho de um Moveleiro no Software Livre janeiro 13, 2008

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No velho Guia Rápido de Instalação, do Conectiva 7.0 tem uma anotação datada de 23/11/2001, como não me lembro da data correta, que comprei a caixinha daquele meu primeiro Linux, devo adotar esta data como data oficial.

Em alguma data bem próxima de novembro de 2001 eu comprei uma revista que oferecia como brinde, um CD purpura escrito em preto com letras grandes “Linux 6.0”. Com ele consegui reparticionar minha máquina e iniciar a sua instalação, mas não foi possível sua conclusão por conta de um defeito no CD. Dias depois levei minha máquina para um amigo dar uma olhada e um amigo dele me perguntou sobre aquele Linux, quando eu disse o que ocorrera ele me falou da MicroHard, que comercializava um Linux Conectiva por R$89.00. Não tive dúvidas, fui até lá e comprei. Algumas horas mais tarde estava usando O KDE, depois GNOME, Fluxbox…

Por conta do famigerado Winmodem e de minha falta de iniciativa, ou medo de perder aquele belo sistema, ainda precisava do sistema proprietário para conectar-me à Internet.

No inicio de 2003 já estava experimentando o Mandrake 9.0. Por incentivo do Grande amigo Tiago Cruz.
Em 2004 teve início a minha participação no Software Livre. Também foi quando obtive a minha liberdade definitiva, em relação a software.
No dia 24 de junho de 2004, às 05:47 da manhã hora local, eu enviava um email para o Claudio Ferreira Filho, então líder do Grupo Brasileiro de desenvolvedores do OpenOffice.org, oferecendo umas planilhas de custo, para serem disponibilizadas como exemplo de utilização do OpenOffice. O Claudio me respondeu que aproveitaria estas planilhas, em um Projeto que pretendia criar, dentro do portal do OpenOffice.org.br, chamado “Escritório Aberto”. Esse era o início de minha participação, no mundo do Software Livre.

Email enviado ao Claudio Ferreira Filho:
“Estou terminando um conjunto de planilhas para cálculo (e acompanhamento) de preço final de produtos, na indústria.
Isto porque na nossa pequena empresa, não temos tempo nem recursos para desenvolver, ou adquirir um sistema integrado com banco de dados de uso industrial, (todos os bons sistemas que encontramos no mercado, a preços pagáveis, são para o comércio). Então resolvemos utilizar planilhas.
Estas planilhas, nos acompanham desde o Lótus123.
Eu as estou convertendo para OpenOffice.
Caso Você ache este tipo de planilha interessante posso lhes mandar uma cópia.
Quero lembrar que eu e muitos outros “pequenos”, que conheço, sentimos muita falta de alguma ajuda para utilizar estes programas, tipo OpenOffice calc, na administração de nossas pequenas empresas.
Abaixo segue um pequeno resumo da estrutura destas planilhas.
Sincero Zeferino filho
Santa Luzia, MG, Brasil”

Em seguida o Kurumin foi instalado em miha máquina pelo Kiko, no 1º Festisol em Juiz de Fora – MG, com internet e tudo. Esse foi meu passe livre, nunca mais instalei sistemas proprietários em nenhuma de minhas máquinas.

O ano de 2005. Foi um ano de grandes acontecimentos.
Logo no inicio, uma situação, com altas doses de adrenalina. Estávamos apenas eu e um CD do Slackware 9.1, já que os outros CDs de distros que eu tinha, não funcionavam e por uma besteira que eu acabara de fazer, havia perdido o sistema instalado. No final deste mesmo dia, fiquei muito emocionado, quando o Slackware estava funcionando em minha máquina e conectando na internet discada.

Dia 30/04-01/5/2005, acontecia em Belo Horizonte o III Encontro LinuxChix, quando pude conversar rapidamente com: Piscilla Pimenta, Piter Punk, Sulamita Garcia, Julio Cesar Neves e fiz mais alguns amigos novos.

Outra vês o mês de novembro, bem no final do mês, recebi meus CDs originais do Slackware 10.2, a ultima versão que usei, daquele saudoso sistema.
Dia 20 de dezembro chegava a minha casa meu primeiro notebook (este que escrevo agora), um Dell Latitude 510, nele o sistema proprietário durou apenas 20 minutos, o suficiente para testar o hardware (cumprindo os protocolos da garantia), desliguei e religuei novamente com o CD1 do Slackware 10.2, uns 50 minutos depois disto… Já estava funcionando e o selo mais o adesivo do outro sistema, sendo retirados da máquina, ali concretizava minha liberdade.

O ano de 2006 foi memorável. Pelo meio do ano foi a vez de instalar o Kubuntu 6.06.
Durante o CONISLI2006 tive a chance de conhecer pessoalmente alguns amigos muito queridos, que só conhecia pela net, Claudio Ferreira Filho e Marcus Vasconcelos Diogo, do BrOffice.org, Tiago Cruz, dos velhos tempos de Guia do Hardware e mais alguns. Por incentivo do Claudio, havia elaborado e confeccionado, o troféu do Prêmio Vôo Livre 2006, oferecido pelo Grupo BrOffice.org àqueles que ajudaram o BrOffice.org, a voar mais alto. Prêmio entregue durante o CONISLI2006.

Ano de 2007: substituição do Kubuntu pelo Ubuntu (meu filho ainda hoje, me chama de traidor, por ter feito esta troca). Também fiz duas atualizações de sistema, uma para o Ubuntu 7.04 via reinstalação e outra para o Ubuntu 7.10 por atualização de distro, automática. Também foi o ano da consolidação do meu site pessoal, composto de varias páginas, em diversas localizações e com diferentes finalidades, mas com um mesmo objetivo. Devolver a comunidade, em forma de informações, o que recebo em forma de softwares.

Agradeço a todos que fazem das inúmeras comunidades de Software Livre, esperanças de que a sociedade humana, um dia se transforme em uma civilização. Também e principalmente aos Brasileiros, que sustentam nossas comunidades locais e produzem Software Livre da melhor qualidade, pois estão apagando as páginas ruins de nossa história a escrevendo outras boas e memoráveis.

Sincero Zeferino Filho (OhEremita);
Santa Luzia, MG;
Página pessoal:
http://oheremita.blogspot.com/
Projeto principal:
http://www.broffice.org/escritorio_aberto
Ubuntu 7.10;
BrOffice.org 2.3.1;

Palestra sobre BrOffice – Writer na UFMG setembro 2, 2007

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No dia 30 de agosto de 2007, ministrei uma Aula-palestra, como Coordenador do projeto Escritório Aberto – BrOffice.org, para a turma Oficina de texto: escrita acadêmica LET034-N4 – UFMG, da prof. Ana Cristina Fricke Matte, sobre a Comunidade BrOffice e sobre a possibilidade de colaboração de lingüístas nos trabalhos do grupo. Após a palestra, workshop sobre o BrOffice Writer.
A professora Ana Cristina Fricke Matte é coordenadora do Grupo SEMIOFON e do projeto Texto Livre, que é um projeto de suporte à documentação em Software Livre, diretamente ligado à revista científica online Texto Livre, da UFMG, e apoiado pelo grupo de pesquisa em ciência e tecnologia de fala Semiofon. Neste projeto os alunos da Oficina de Textos, escrevem numa situação real de comunicação, onde a escrita é imprescindível.
A intenção da Professora com esta palestra é fornecer um treinamento sobre o BrOffice – Writer, que se torna o aplicativo padrão para edição de textos, por estes alunos, assim todos os trabalhos deverão ser entregues a partir de agora, no formato .odt.
Durante a palestra notei, através da interação com os alunos, um total desconhecimento sobre Software Livre, fazendo disto uma amostragem sobre pessoas de áreas cujo computador é apenas uma ferramenta. Sugiro que palestras dirigidas a esse público façam uma breve introdução ao assunto Software Livre.

Software Livre fevereiro 23, 2007

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Os Softwares Livres são programas de computador, que trazem consigo o código fonte (uma espécie de projeto), mas como internacionalmente, o termo “Livre” é “traduzido” como Free (Grátis), e a maioria dos Softwares Livres é disponibilizada Gratuitamente, principalmente para uso pessoal então a maioria das pessoas generaliza para software gratuito. o que não é verdade.

Comparando-se com uma casa, o Software Livre é a casa que ao compra-la, você está comprando também o projeto, e pode até demolir ou reconstruir se quiser (por isto se diz livre), já o software proprietário é a casa que não vem com o projeto. Além do mais, você só compra o direito de usar, e usar sozinho, pois para cada nova pessoa, que o acompanhar, você terá de pagar novamente.

Tecnicamente seria o seguinte:

  1. O programador cria o programa, que nada mais é do que uma seqüência de tarefas, que o computador executará, para este programa cumprir sua função, como por exemplo um editor de textos. Esta lista de tarefas é escrita na linguagem de programação que o programador escolher, Python, Java, C++, etc e é um documento escrito em texto puro, chamado de código fonte.
  2. De posse do código fonte, o programador usa um programa chamado compilador (cada linguagem de programação tem o seu), que traduz este texto para linguagem de máquina, formando o programa executável, pronto para uso.

Quando você compra um software, proprietário, você está comprado apenas o direito de usar o programa executável. É como a casa sem o projeto, onde não se pode sequer, fixar um quadro na parede, por não saber se por aquele ponto, passa dentro da parede um cano d’água ou um cabo elétrico. E também por não ter permissão para isto, já que você comprou apenas, o direito de uso.

O software Livre, vem com o código fonte junto, e se você é um programador, ou uma empresa que o compra tem um programador, ele pode fazer alterações no programa, como quiser.

Outra coisa é que o tipo de licença de uso é livre, portanto, você pode utilizar a mesma cópia, para instalar em todas as máquinas que possuir e também fazer quantas cópias quiser, esta licença, algumas vezes, é chamada de Copyleft (trocadilho com Copyright).

Este tipo de software sempre existiu, mas com a proliferação do Software proprietário, ficou esquecido. Mas em 1991, um Finlandês chamado Linus Torvalds, criou um programa com a tecnologia do Unix (primeiro grande sistema operacional, criado no final do anos 60 por cientistas). O Grupo de desenvolvedores que se formou em torno dele, decidiu chamá-lo de LINUX, em homenagem ao Linus e ao UNIX. Ele o distribuiu aos seus amigos, estes foram fazendo modificações e melhoramentos, e redistribuindo, até os dias de hoje. Eles aproveitaram também o trabalho de um Americano chamado, Richard Stalman, que havia criado, oprojeto GNU com os módulos que complementeriam o Linux e a Free Software Foundation, com uma licença livre chamada GPL (General Public Licence), esta licença diz, que o trabalho foi realizado pelo autor fulano de tal e que você pode fazer quantas cópias quiser e redistribui-lo ou utilizá-lo em outros trabalhos, desde que mantenha o registro do nome do autor, e também distribua este trabalho resultante, sob a mesma licença.

Hoje temos um sistema operacional completo, e um conjunto de aplicativos, onde cada qual é mantido por um grupo de pessoas, que adoram programar e colaborar. A este conjunto de sistema operacional e aplicativos, se dá o nome de distribuição ou simplesmente distro. Hoje temos várias distros, algumas mantidas por voluntários e outras por empresas.

Slackware – mantida por uma única pessoa Petrik Volkerding, a mais antiga em atividade até hoje, eu a uso e gosto da filosofia de simplicidade que a norteia.
Debian – mantida por uma comunidade de mais de 2000 voluntários organizados, em torno da comunidade, muito estável indicada para empresas.
Kurumin – Brasileiro mantido por Carlos Eduardo Morimoto, muito bom roda direto do CD sem instalar na máquina, indicado para manutenção.
Suse, Red Hat, etc, são mantidas por empresas, com suporte técnico de alto nível.
Mandriva – surgiu da junção da empresa Francesa Mandrake, com a Brasileira Conectiva, excelente.

Temos também vários outros sistemas operacionais livres, todos com tecnologia do Unix e que podem ser instalados em PC:
FreeBSD – da Universidade da Califórnia.
OpenSolaris – da empresa Sun Microsystems.

Detalhe, todos estes sistemas sem exceção, são imunes a VÍRUS. Como os vírus são feitos para o outro sistema, seria como dizer palavrão em português, para um francês, não teria efeito.

Abaixo alguns links, para aqueles que querem um maior contato.

O mundo do Software Livre:

O Aplicativo favorito – BrOffice.org
O nosso grande navegador de internet – Mozilla Firefox
As noticias, no mundo do Software Livre – Br-Linux
Tutoriais – Viva o Linux
Fóruns – Guia do Hardware
A melhor comunidade feminina, do software Livre – As LinuxChix

O nosso guia supremo, do mundo Linux:

Guia Foca Linux

O máximo do Slackware Linux:

Slackwarenaveia
Slackware-brasil
Slacklife

Como resultado desta cultura de conhecimento livre, temos a maior enciclopédia do mundo, online a Wikpedia em duas versões.

Inglês
Português

Eu pessoalmente colaboro com o BrOffice.org, que é um conjunto de aplicativos para escritório. Com planilha, editor de textos, programa para apresentações, desenho, banco de dados, etc. Eu não sou programador, então disponibilizo alguns arquivos exemplo, do BrOffice.org. Estes arquivos estão disponíveis: no
Escritorio Aberto.

Um detalhe que eu acho particularmente interessante no software Livre é que os programadores, montam os programas de uma maneira, em que tudo o que aparecerá escrito para o usuário, durante a utilização do programa, possa ser separado em um único arquivo, desse modo, traduzir o programa para outra língua, se torna muito fácil, basta traduzir este arquivo – quase todos os programas são poliglotas – Checo, Russo, Chinês, Esquimó-Inuit, Português, etc.

Se você chegou até aqui, parabéns pela sua tenacidade e perseverança, e me perdoe por alongar tanto o assunto.

Eu lhe desejo muitas felicidades!!!

Copyleft (C) 2007 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)