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Cálculo dos preços de nossos serviços março 25, 2007

Posted by OhEremita in Tutoriais.
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Seja honesto, você também tem uma grande antipatia por aquele “economês” exposto na mídia todos os dias, para explicar a ineficiência da economia Brasileira, não é mesmo? Trago para você uma notícia boa e outra má.

A má noticia é que eles nunca vão falar nossa língua. Que chato não?. A boa noticia é que para formar nossos preços, não teremos de entender a língua deles. Basta observarmos mais atentamente aplicar alguns procedimentos.

Primeiramente não somos nós que fazemos o preço do nosso trabalho. Quem diz o preço que poderemos cobrar por aquilo que fazemos é o mercado. Não adianta cobrar por um carro popular o preço de um carro de luxo. Pois ninguém comprará. Sendo assim, para que devemos calcular o preço, se no final é o mercado quem vai ditar esse preço? Simplesmente porque precisamos saber, se cobrando aquele preço de mercado, conseguiremos pagar as despesas e ainda, ter algum lucro.

Olha só que moleza! Basta saber:

Quais nossas despesas, em determinado período?
Quanto serviço poderemos fazer naquele período?

Para realizarmos nosso trabalho consumimos materiais, que são todos os objetos que adquirimos com propósito de utilização direta ou indireta nos trabalhos. Também consumimos serviços de outras pessoas ou empresas. Ainda temos várias taxas institucionais, inerentes aos nosos trabalhos.

Acredite!

Se fizermos uma lista de todas estas despesas que temos e as classificarmos, saberemos ao longo do tempo, quais delas estão altas ou baixas para podermos atuar sobre elas. Se por exemplo ao analisarmos as despesas, observarmos que o consumo de combustível está muito alto e que as contas de telefones estão baixas. Muito provavelmente estaremos andando muito para atender nossos clientes, quando poderíamos muitas vezes resolver o assunto por telefone.

Eis uma lista bem comum:

Salário de todas as pessoas (inclusive o seu);
Encargos sobre os salários;
Outras despesas com pessoal;
Materiais diversos;
Materiais de escritório;
Despesas com manutenção e reparos;
Fretes, carretos, motoboy, etc;
Impostos e taxas indiretos;
Depreciações dos equipamentos;
Despesas com veículos;
Despesas com treinamento e desenvolvimento;
Despesas com viagens;
Despesas legais e financeiras;
Despesas com propaganda e marketing;
Leaseng de equipamentos;
Honorários profissionais;
Associações de classe;
Telefones, taxas postais, internet, etc;
Aluguéis;
Seguros diversos;
Outras despesas;

Devemos nos lembrar sempre!

Não importa se somos um técnico autônomo, uma pequena empresa com alguns técnicos, ou mesmo uma grande empresa prestadora de serviços. Teremos todas estas despesas e até algumas mais, dependendo do serviço e da localidade.

Simples não?

Somamos as despesas;

Somamos as horas trabalhadas;

Dividimos o valor total das despesas, pela quantidade de horas trabalhadas;

Assim o valor do serviço será: o valor das horas necessárias para executa-lo, acrescido dos impostos e do percentual de lucro que queremos;

Veja bem!

Uma coisa é o nosso salário, que iremos apurar junto as despesas, outra coisa é o lucro.

O lucro é uma porcentagem do valor total do serviço.
Igualzinho aos impostos não é mesmo?
Ah! Se tivermos que pagar comissão a alguém, ela será cobrada assim também.

Outro detalhe importante, é a respeito das horas, que devem ser aquelas efetivamente trabalhadas! É comum usar 160 horas por pessoa por mês, para quem trabalha em tempo integral executando serviços. Se você é o dono de uma pequena empresa prestadora de serviços e também trabalha umas três horas por dia, executando serviços nos clientes, faça as contas: 3 horas X 20 dias = 60 horas (não venha com historias, pois sabemos que você não trabalha aos sábados, portanto são 20 dias. Sim senhor!).

Mais detalhadamente, no nosso preço hipotético temos:

10% de impostos;
5% de comissão;
10% de lucro;

Estes itens somam 25% portanto, os custos que apuramos pelas horas de trabalho (custo base), representam 75%, do preço final. Uma maneira usual de calcular o preço é dividir o custo base, pelo decimal equivalente ao percentual que ele representa (75% em decimal é 0,75). Por exemplo 10 horas de R$150,00 são R$1.500,00 que divididos por 0,75 e temos:

Preço final 100% =R$2.000,00;
Impostos 10% =R$200,00;
Comissão 5% =R$100,00;
Lucro 10% =R$200,00
Custo Base 75% =R$1.500,00

Se o cálculo nos der um preço acima do preço de mercado, ou tiramos fora o Lucro por exemplo (alguns trabalhos podem ser importantes por várias razões que justifiquem não termos lucro nele), ou diminuímos as despesas (Lembre-se! Tirar os itens de despesas da lista, ou atribuir valores baixos e continuar a tê-los na prática, o levará à falência).

Caso nada disto faça o preço ficar dentro do preço de mercado, então não adianta aceitar o serviço.

Por outro lado se o preço fica muito abaixo do preço de mercado, devemos inicialmente rever nossos cálculos, persistindo o preço abaixo do mercado, então podemos oferecer descontos extras, ou ter lucro extra.

Bem!

É isso aí!

Cobrando o preço correto e sabendo para onde vai cada centavo deste dinheiro, todos ficaremos felizes!

É isto mesmo!

Podemos usar aquela lista que fizemos, para distribuir o dinheiro recebido pelo serviço. Assim no final do mês, cada item de despesa terá sua verba reservada tranqüilamente.

Parabéns pela persistência de chegar até aqui.

Felicidades a você!

Copyleft (C) 2007 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

Profissional X Amador março 22, 2007

Posted by OhEremita in Humanidade.
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Ressalto que não tenho a intenção de realizar um trabalho cientifico a respeito de profissionalismo. Porem comento impressões cotidianas, que dão corpo ao conceito que cerca estas duas palavras.

Acredito por observações em mais de duas décadas de trabalho no chão de fábrica, que o amador apenas faz. Não presta a devida atenção naquilo que diz, quem o instrui ao iniciar uma nova tarefa. Também não observa aspectos importantes, da própria execução. Por fim não se preocupa com a conclusão daquele trabalho.

A palavra profissional tenta hoje, ser mais que uma descrição de um individuo habilitado a executar determinada função. Pois temos observado repetidamente, erros de grande magnitude cometidos por “profissionais”, com as mais importantes qualificações. Sendo simples de entender que frequentar um curso ou responder corretamente as questões de um teste, não faz um profissional. O profissional acima de tudo, deve ter uma profunda crença em procedimentos que o sempre conduzam, a uma conclusão adequada de seus afazeres, sob todos os aspectos.

Veja a importância extrema, de prestarmos atenção, em quem nos instrui naquilo que iremos executar. Pois ao entendemos exatamente o que fazer, estaremos dando o primeiro grande passo rumo a uma conclusão positiva do nosso trabalho.

Um bom planejamento é imprescindível a uma execução tranquila de um trabalho impecável. E não estou me referindo a horas e horas de mapas, tabelas e mais tabelas, gráficos intermináveis, mas simplesmente de uma ordenação de idéias, um roteiro mental do caminho a seguir.

Manter um histórico do nosso roteiro a medida que fazemos nosso trabalho, nos dá a possibilidade de refazer, caso seja necessário, qualquer tarefa que tenha sido executada com algum problema. Ou mesmo delegar alguma parte do trabalho a outra pessoa durante o processo, como um auxiliar por exemplo.

Acredito que o mais importante no entanto é não deixar passar uma operação, que não esteja bem resolvida. É muito comum quando uma operação tem um erro qualquer, o executor passar à tarefa seguinte com o pensamento, de que “na próxima operação eu resolvo estes problemas”, isto é a mais pura ilusão e serve apenas para tumultuar o trabalho, além de reduzir a qualidade do que produzimos. Problemas na execução do trabalho são como chamas, temos que atacar sua base, ou seja resolve-los no memento em que surgirem.

No fim das contas um amador segue ao sabor dos acontecimentos e um profissional por outro lado entende, planeja e acompanha, mentalmente cada operação do seu trabalho cotidiano.

Copyleft (C) 2007 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)