Produção do Prêmio Vôo Livre 2008 outubro 19, 2008
Posted by oheremita in Software Livre.trackback
O “Prêmio Vôo Livre” é oferecido pelo grupo “BrOffice.org – Projeto Brasil”, a todos aqueles que se empenham, para que o BrOffice seja cada vez maior, mais utilizado, mais forte.
O “Troféu Vôo Livre” é parte deste prêmio e na posição de escultor destas peças, muitas vezes sou indagado sobre o processo de produção. A idéia do “Software Livre” simplesmente me encanta, tanto que sou um escultor, participando de um grupo destinado a desenvolvimento de tecnologia. Bem no meu íntimo, acalento um sonho, de que um dia tudo o que produz a humanidade, não seja embasado em segredos mirabolantes, e que todos os processos de produção sejam do conhecimento de todos, assim: me sinto no sagrado dever, de mostrar como são feitos os troféus, deste nosso prêmio.
O inicio
No ano de 2006, após ver uma de minhas esculturas, o Claudio Ferreira Filho, presidente do BrOffice.org, teve a idéia de criarmos o “Premio Vôo Livre” composto entre outras coisas, de uma escultura, para premiarmos aqueles que tanto se empenhavam em nos ajudar. Sua primeira edição, foi ainda no ano de 2006.
Não foi possível produzi-lo em 2007, mas retornamos em 2008.
Agradecimentos importantes
Assim como da primeira vez, o Sr. Delfino dos Santos Ribeiro Silva, disponibilizou o que se fizesse necessário, em sua fábrica, para a confecção das peças, desde materiais, até equipamentos, isso deu agilidade ao processo de produção.
Esta empresa é a “Mobi Industrial Ltda”, que fabrica móveis de alto Luxo, para diversos mercados.
O Sr. Marcelo Alves Magalhães, cedeu varias horas de seu descanço, para execução do envernizamento das peças.
O processo de produção
Inicialmente é feito um estudo, produzindo várias miniaturas, e algumas peças em tamanho natural, para obter um modelo, condizente com o objetivo.
O material: MDF, sigla da língua inglesa, – Medium Density Fiberboard, que em português é “Fibropainel de Media densidade”, este material está disponível no mercado, em placas de diversos tamanhos, usualmente 2440×1850 milímetros e com diversas espessuras, sendo que as mais usadas estão na faixa, que vai de 3 a 30 milímetros. Neste caso a opção por placas de 3mm, que coladas umas sobre as outras, em número de cinco, formando um painel mais espesso, produz-se um efeito visual de listras, bastante interessante.
O primeiro passo: Planificação das partes do troféu, sobre a placa de MDF, para o dimensionamento do corte.
Segundo passo: Corte da chapa de MDF, em tiras estreitas, na medida necessária para confecção das partes do troféu, o nome da máquina utilizada para esta operação é “Esquadrejadeira”, que tem a função de cortar as várias peças com o mesmo tamanho e com relativa precisão.
Terceiro passo: Colagem das tiras, umas sobre as outras, formando uma placa mais espessa, neste ponto vem aquela pergunta: “Por que não utilizar uma placa que já seja da espessura desejada?”, simplesmente pelo efeito de camadas, que conseguimos produzir, colando uma placa sobre a outra, inclusive se adiciona um corante à cola, para destacar ainda mais as tais camadas. O nome da máquina utilizada nesta operação é “Prensa Hidráulica”.
Quarto passo: Traçagem (desenho das peças sobre as placas), delineando as partes a serem cortadas, para formação das figuras, (gaivotas inseridas no mapa do Brasil). Aqui se usa simples equipamentos de desenho.
Quinto passo: Recorte das figuras desenhadas na superfície das placas, basta recorta-las. O nome da máquina utilizada nesta operação é “Tupia”, existem tupias de diversos tamanhos para diferentes aplicações, neste caso (peças com detalhes pequenos), usamos uma “Tupia Manual”.
Sexto passo: Corte das junções (pontos em que uma parte é colada a outra), é necessário um corte preciso, para que a colagem seja perfeita, mais uma vez nos utilizamos da “Esquadrejadeira”. Lembra que já a utilizamos, no inicio do processo?.
Conclusão
Fase inicial concluída, daqui em diante, apenas a colagem das partes formando os troféus, sem necessitar de nenhum equipamento especial.
Esculpir o corpo das gaivotas é também bastante instintivo e utiliza-se equipamentos comuns de marceneiro, finalmente, lixar e aplicar verniz.
Detalhe: foi utilizado um verniz com um mínimo de Brilho, para conservar o máximo possível, o aspecto natural do MDF, tendo o verniz, a única função de proteger contra envelhecimento, manchas, líquidos, coisas assim.
Como puderam notar, um processo simples, rápido e fácil.
Espero ter sido esclarecedor.




















PARABÉNS Talentosa alma!
SUCESSO!
Belo trabalho.
Emocionou-me.
Bj poesia
Quando Deus nos deu talentos, não foi para
serem enterrados…
Obrigada por compartilhar conosco!
Olá Sincero,
Parabéns. Fantástico trabalho.
Abraço,
Gustavo Pacheco.
Simples? Cara essa obra de arte é reconhecida por todos pela sua dedicação de forma especial e pela criatividade. Só o Sincero para fazer isso. Você Oheremita foi um divisor de águas no projeto BrOffice.org. A comunidade só tem a te agradecer. E mando os nossos agradecimentos ao senhor Delfino e ao Marcelo que foram tão importantes neste processo.